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Ter um Master in Business Administration (MBA) tornou-se uma preciosidade para quem pretende seguir uma carreira no mundo da gestão e dos negócios. Apesar de não atribuir um grau académico, a verdade é que é muito valorizado pelas empresas, visto ser uma ferramenta que o mercado reconhece e bem. E a escola onde foi tirado tem um peso bastante importante para as companhias. É sinal de status e pode mesmo ser a porta de entrada para um lugar de topo numa empresa.
Um MBA exige preparação, esforço e dedicação. Em média, a tempo inteiro, pode durar um ano, caso seja feito numa universidade europeia, ou dois anos, se for numa instituição nos Estados Unidos da América. Em Portugal, onde a oferta é já significativa, dura cerca de dois anos em part-time. No entanto, as escolas de negócios estão a apostar em formações mais curtas – de apenas um ano – e muito mais especializadas, no sen-tido de seduzir os alunos que não têm tempo a perder e que preferem uma formação pós-licenciatura centrada num único tema, menos dispendiosa e menos exigente em termos de carga horária. Para os recrutadores, esta tendência é bem encarada, já que acreditam que quem opta por um MBA, de apenas um ano, tem conhecimentos profundos sobre uma área específica e, por isso, empenha-se mais no trabalho relativo a essa área. As empresas consideram que o candidato ideal é um graduado com larga experiência na área da gestão e com um bom currículo académico.
No que toca a custos, tanto faz fazer um MBA em terras lusas como noutro país. Os valores são bastante elevados e rondam os 40 mil euros. Por isso, algumas instituições bancárias têm já produtos para financiar alunos que pretendam este tipo de formação. E se ao ler estas linhas lhe despertámos, pelo menos, a hipótese de se valorizar profissionalmente, é importante que domine a língua inglesa, já que o MBA é, normalmente, dado nesta língua, sendo mesmo um dos critérios de selecção.
O boom das escolas nos EUA e na Europa Possuir um MBA está a tornar-se numa moda mundial. Entre 1999 e 2006, o número de escolas nos EUA aumentou 10%, de um total de 846 business schools para 927. Na Europa, registou-se um crescimento ainda mais acentuado no número de programas de MBA, tendo subido de 181, em 1999, para 658, em 2006. Os candidatos passaram de 238.706 (2005) para 241.662 (2006). Contudo, estes dados podem não corresponder ao número real de candidatos, tendo em conta que cada aluno concorre em média a cinco escolas. O aumento das candidaturas pode ainda dever-se ao boom de novas instituições.
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