Passear de moto e percorrer longas distâncias em ritmo tranquilo é um culto muito mais americano do que europeu. Mas isso não impede que os modelos mais sofisticados para atingir esse fim sejam encontrados na Europa, como por exemplo a BMW K1200 GT, a primeira a aliar potência, eficácia e rapidez ao conforto, segurança e protecção aerodinâmica que tradicionalmente caracterizam esta classe de veículos.
Como verdadeira Gran Turismo que é, a K1200 GT oferece mais do que é habitual encontrar em motos deste segmento. É claro que o assento é confortável, tanto para quem se senta à frente como atrás, podendo adaptar-se à estatura do condutor através da regulação em altura do banco e do guiador. Para viajar, mesmo por períodos mais prolongados, nem é necessário grande poder de síntese, pois as três malas previstas podem perfeitamente acolher a bagagem, de um casal, para uma ou duas semanas. Mas o trunfo desta K é o seu motor de 1,2 litros e quatro cilindros em linha, similar ao que fornece 163 cv na versão R. A GT recebe uma cartografia ligeiramente alterada, no sentido de dar mais força a baixo regime, sacrificando um pouco a alta rotação, o que lhe permite lidar melhor com as manobras onde é evidente o maior peso da moto. Mas a verdade é que os 152 cv lhe permitem reinar entre os concorrentes. A suspensão Duolever, à frente, assegura um melhor guiamento, resistindo melhor à torção, enquanto o sistema Paralever, atrás, garante uma quase ausência de manutenção. A suspensão electrónica, similar à que a BMW desenvolveu para os automóveis, permite que a K1200 GT seja confortável quando é possível e mais dura quando o condutor decide atacar uma zona de curvar com um ritmo mais dinâmico.
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Mas para emoções mais fortes, o melhor mesmo é optar pela MV Agusta F4 CC. Esta é uma marca com história, apesar de ter estado arredada do mercado durante largos anos, que evoca a imagem das inúmeras vitórias conquistadas em Grande Prémio com Giacomo Agostini, piloto que na sua época conquistou 15 títulos de Campeão do Mundo, sete dos quais na categoria rainha, aos comandos de modelos da MV Agusta. A marca italiana começou por criar a F4 1000 R, com motor de 998 cc e 174 cv, uma máquina terrivelmente eficaz, que lhe permitiu regressar com uma das motos desportivas mais desejadas do mercado. Mas a MV Agusta não queria apenas ser das melhores, pelo que rapidamente fez evoluir o seu modelo para uma versão anda mais eficaz e potente, agora com 183 cv. Com esta F4 R312, a MV Agusta criou uma moto que lhe permitiu ser competitiva, na categoria de Super Bikes, enquanto liderava entre os modelos de estrada, como comprovou com a vitória alcançada no Master Bike 2007, concurso onde a R312 mostrou ser a mais potente, a mais rápida e a mais eficaz das superdesportivas do ano.