Terra dos faraós Dificilmente existirá um destino no mundo que testemunha tanta história como o Egipto. Neste país africano é possível desvendar monumentos grandiosos, desertos mágicos e praias paradisíacas.
Fazer um cruzeiro no Nilo e contemplar obras emblemáticas, como as Pirâmides de Gizé ou a Esfinge, são certamente experiências que fazem parte do imaginário de muitas pessoas, principalmente daquelas que habitam em países cuja herança arquitectónica não é tão antiga como a do Egipto. Banhado pelo mar Mediterrâneo e pelo mar Vermelho, este país do norte de África é um dos mais povoados deste continente. A sua população já é superior a 80 milhões de habitantes, sendo que grande parte deles vive nas margens do rio Nilo ou nos grandes centros urbanos, especialmente no Cairo, a capital. Conhecido internacionalmente pelo seu legado histórico, este país mostra evidências de ocupação humana desde o Paleolítico. No entanto, só a partir de 6000 antes de Cristo (a.C.) é que os egípcios começaram a desenvolver a agricultura e a construir os grandes edifícios no Vale do Nilo. Durante mais de 2000 anos, as comunidades do Baixo e do Alto Egipto mantiveram-se separadas, mas existem documentos que indicam que os contactos comerciais eram frequentes. Só mais tarde, em 3150 a.C. é que o rei Mena fundou um reino unificado e estabeleceu a primeira de uma sequência de dinastias, que governaram o Egipto durante mais três milénios. Ao longo deste tempo ganharam forma algumas das construções mais importantes que, ainda hoje, são responsáveis pela ida de milhares de turistas a este destino. Só em 525 a.C., data em que os persas invadiram o país, é que terminou a era dos faraós. Posteriormente, os romanos chegaram e lançaram as bases daquela que viria a ser a capital. Nos séculos que se seguiram, o país foi controlado por muçulmanos, sultões, otomanos e europeus, como Napoleão e os ingleses.
Forte e vitoriosa
Capital do Egipto, a cidade do Cairo é hoje a maior do mundo árabe e de África. Na sua região metropolitana vivem cerca de 18 milhões de pessoas, número que faz com que seja a 15.ª mais povoada do mundo. Fundada em 116 a.C. só alcançou a sua soberania em 1952. Actualmente é vista como um museu aberto, que combina marcos do passado com construções mais recentes. De um lado encontra- se um Cairo mais religioso e, do outro, uma cidade cosmopolita onde se respiram diferentes civilizações. É também o local onde se estão concentradas diversas atracções turísticas, como a porta sul de Bab Zuwayla, situada no Cairo Islâmico e à qual acorrem muitos turistas na expectativa de que o santo Mitwalli lhes conceda milagres. Visitado anualmente por cerca de 10 milhões de visitantes, o Cairo conta ainda com a Bayn al-Qasryn, a principal praça pública da cidade, onde estão vários palácios, como o Mausoléu ou a Madraza de Qalaun. A Mesquita de Ahmad Ibn Tulun, a mais antiga da cidade, é também um ponto de paragem obrigatória. Mandada construir pelo general que lhe deu o nome, esta notável obra de arquitectura ocupa uma área de 2,4 hectares e conserva muitos dos seus elementos originais. Decretado Património da Humanidade pela UNESCO, o centro histórico dispõe de outros edifícios como mesquitas, que merecem ser observadas com atenção. Com o rio a banhar a cidade, é imperdoável que quem aqui acorre não faça um cruzeiro no Nilo e contemple as margens durante o pôr-do-sol. A cerca de 20 quilómetros da capital está Gizé, que se notabilizou pelas suas pirâmides milenares. Este conjunto é um dos monumentos mais visitados do mundo e faz sonhar os turistas que apreciam o misticismo que se sente à sua volta. A Grande Pirâmide possui três câmaras e nela foi enterrado o rei Kufu, apesar do seu paradeiro ser desconhecido. Bem perto daqui está a Esfinge, uma estátua icónica de um leão, cuja cabeça é a de um falcão ou de uma figura humana.