Pérola otomana Algures onde termina a Europa e começa a Ásia despertamos para um país com um misto das duas culturas. A sua maior cidade, Istambul, foi eleita Capital Europeia da Cultura. Recomendamos que espreite as suas iniciativas e que aprecie a sua beleza arquitectónica.
Istambul é, desde o passado dia 18 de Janeiro, Capital Europeia da Cultura 2010, uma missão que esta cidade turca partilha com Essen, na Alemanha, e Pecs, na Hungria. São esperados mais de 10 milhões de turistas que irão ter a oportunidade de assistir aos diversos espectáculos de música, ópera ou teatro. A escolha de Istambul suscitou alguma polémica, uma vez que, apesar de ser candidata à União Europeia, ainda não se tornou um Estado- membro. A directora de Istambul 2010, Özgul Özkan Yavuz, acredita que a participação neste projecto pode “ser um grande contributo para a compreensão mútua das sociedades”. Controvérsias à parte, a verdade é que a Turquia sempre gerou dúvidas quanto à sua localização geográfica, uma vez que se encontra entre a Europa de Leste e o Médio Oriente. Hoje é, indiscutivelmente, a maior cidade deste país ortodoxo, e é também a quinta maior do mundo. A sua população está em franco crescimento, e a verdade é que, segundo a última actualização, a área metropolitana já ultrapassou os 10 milhões de habitantes.
Património da Humanidade pela UNESCO desde 1985, Istambul tem uma história bastante complexa, marcada por inúmeras batalhas. Foi destruída, queimada e pilhada diversas vezes, e ambicionada por muitos povos como os eslavos, os árabes, os búlgaros, os russos e os persas. Foi conhecida como Bizâncio até ao ano de 330 e, mais tarde, chegou mesmo a ser apelidada de Nova Roma, numa época em que foi promovida a centro do império. Foram os descendentes de Constantino, numa altura em que este território já se chamava Constantinopla, os verdadeiros responsáveis pela divisão do império em duas metades. Com a queda do império romano do Ocidente, a parte Oriental engrandece porque fez importantes conquistas territoriais. Foi com Justino que esta importante metrópole ganhou algumas das suas mais importantes construções, que ainda são visíveis actualmente. Exemplo disso é a Cisterna, a Basílica de Santa Sofia e o Grande Palácio. No meio das muitas sucessões dinásticas, esta cidade é palco de uma guerra civil que dura 33 anos, marcados por conflitos sangrentos. Finalmente em 1453, os otomanos chegam a este território e dão-lhe o nome que prevalece até aos nossos dias. Para além dessa nova denominação, que só foi oficializada em 28 de Março de 1930, este povo nómada impôs novos hábitos aos seus habitantes, como os banhos turcos e as rezas em mesquitas.