Amor flutuante Cenário de alguns dos filmes mais românticos, Veneza continua a despertar paixões. Percorrer as suas ruelas, pontes e canais na companhia de um grande amor é, sem dúvida, uma experiência" multo buena".
O mês de Fevereiro é um dos mais concorridos em Veneza por dois motivos: a 14 festeja-se o Dia de São Valentim e muitos casais aproveitam a ocasião para visitar a cidade, mas a principal razão prende-se com o Carnaval que, em Veneza, é celebrado durante exactamente 10 dias. Nesse período têm lugar bailes em salões e grandiosos desfiles pelas ruas. Os foliões aproveitam para envergar trajes do século XVIII, fabricados em seda de diversas cores, e as típicas máscaras pintadas à mão. Esta tradição surgiu no século XVII, quando a nobreza saía à rua disfarçada para se misturar com o povo. No entanto, há historiadores que defendem que estes festejos carnavalescos tiveram início mais cedo, em 1268. Conhecida como a Rainha do Adriático, Veneza foi fundada no século I e, segundo muitos historiadores, os seus primeiros habitantes vinham de cidades nas imediações como Pádua, Aquileia ou Altino, fugindo das sucessivas invasões dos países vizinhos. Estes “refugiados” construíram as primeiras casas sobre estacas de madeira que, ainda hoje, subsistem apesar do desgaste do tempo. Veneza foi uma das principais potências comerciais da Europa durante quase mil anos e uma das urbes mais importantes do continente europeu. Certo é que é detentora de uma história rica e complexa e foi um império muito influente, comandado pelos dodges, os líderes locais.
Considerada pela UNESCO Património da Humanidade, recebe turistas dos quatro cantos do mundo, que a procuram com elevadas expectativas e que, regra geral, não saem de lá defraudados. Dificilmente haverá no planeta outro sítio comparável e com um centro histórico no qual só circulam pessoas a pé, de vaporetto (barco de transporte de passageiros) ou de gôndola. À primeira vista, ficamos imediatamente deslumbrados com a grandiosidade dos palácios, construídos à beira dos canais que serpenteiam a cidade. O principal é o Grande Canal, que cobre todo o território, mas existem mais 177 e um total de 400 pontes. De início, esta disposição geográfica causa-nos alguma estranheza, mas depois ficamos completamente rendidos a este diferente conceito de mobilidade. Se chegar de vaporetto recomendamos que atraque na Piazzetta, aquela que foi sempre considerada a entrada da cidade. Tal como se diz que “todos os caminhos vão dar a Roma”, em Veneza todas as ruelas vão dar à Praça de São Marcos. Em muitas artérias figuram placas indicativas que nos conduzem a este local simbólico, mas também à Ponte Rialto ou à estação de Santa Lucia. Ainda assim, é comum cruzarmo-nos com visitantes que arrastam a bagagem por este pequeno labirinto à procura do seu hotel. Desde as unidades mais modestas até aos cinco estrelas repletos de charme e glamour, há de tudo e para todas as carteiras.