Viver a cidade
Apesar da retracção do mercado imobiliário, Lisboa prepara-se para acolher mais um empreendimento de luxo. O Nova Amoreiras, cuja conclusão está prevista para dentro de dois anos, enquadra-se num dos bairros mais distintos da capital portuguesa.
Morar no coração de Lisboa é, cada vez mais, um sonho difícil de concretizar. Nos últimos anos, os elevados valores praticados nas zonas mais nobres da cidade têm feito com que muitas pessoas tenham optado por adquirir casa nos concelhos vizinhos. A verdade é que mesmo aqueles que possuem um “simpático” poder de compra acabam por ficar reticentes quando surge a oportunidade de comprar um imóvel no centro da cidade, uma vez que grande parte da oferta disponível necessita de intervenções para assegurar o devido conforto e segurança. Pensado para os compradores que pretendem habitar num empreendimento novo, no centro da capital, o Nova Amoreiras promete ser um dos projectos mais interessantes da cidade. Prevê- -se que a sua conclusão aconteça em finais de 2011, tendo as obras arrancado em Julho passado. Integrando 37 apartamentos, o Nova Amoreiras vai disponibilizar um vasto conjunto de tipologias, no sentido de alargar o leque de potenciais compradores. Oscilam entre o T0 e o T7 e apresentam áreas igualmente diversificadas, que variam entre uns módicos 60 m2 e uns amplos 500 m2. Distribuídas pelos sete pisos dos seis edifícios reservados à habitação, estas luxuosas casas foram concebidas pelo Broadway Malyan, um gabinete de arquitectura com 50 anos de experiência em diversas áreas e que possui escritórios em 13 países. Nascido no Reino Unido, este gabinete tem sido responsável por intervenções paisagísticas na Europa e em destinos mais longínquos, como o Dubai ou Singapura. Para o Nova Amoreiras, o desafio passou por enquadrar os seis núcleos habitacionais e um lote destinado a escritórios no espaço onde outrora funcionaram as instalações do Colégio dos Maristas de Lisboa. Todos os edifícios estão envolvidos por um jardim comum, que se mostra bastante apelativo para acolher as mais díspares actividades de lazer. Segundo os dados fornecidos pela promotora Imoport, a construção ocupará apenas 7800 m2 de um total de 29 mil m2. Embora a obra ainda esteja numa fase inicial, com este índice de ocupação do solo é fácil perceber que as zonas verdes abundarão. De acordo com a empresa responsável pela comercialização deste empreendimento, a Temple, os principais atractivos do Nova Amoreiras residem na sua “excelente exposição solar e na vista sobre o rio Tejo, que é possível obter nos pisos mais elevados”. As vendas arrancaram no início do Verão passado e, neste momento, 40% dos apartamentos já tem proprietário, conforme informa a Temple.
Sofisticação italiana
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Apesar de alguns dos materiais que serão usados nos acabamentos ainda estarem a ser analisados, os promotores avançaram já que todos os edifícios serão revestidos a pedra lioz, tipicamente portuguesa, que se junta ao vidro e ao inox. A combinação destes materiais pretende, segundo o Broadway Malyan, proporcionar uma imagem nobre e actual a todo o complexo. Para os interiores, a equipa optou por apostar em linhas modernas e contemporâneas. As cozinhas serão equipadas com electrodomésticos topo de gama. A segurança, uma das principais preocupações da sociedade moderna, não foi esquecida e foi-nos adiantado que o Nova Amoreiras vai contar com diversos sistemas que permitirão viver com o máximo de tranquilidade. As janelas, de dimensões generosas, vão permitir que os residentes obtenham vistas privilegiadas para o rio e serão uma fonte de luz natural. Algumas das habitações vão ainda dispor de varandas ou terraços, que convidam a um jantar no exterior ou a outros momentos de lazer, enquanto se observa a Cidade das Sete Colinas.