Paraíso do Norte
Descobrir algumas das propriedades vinícolas mais grandiosas do nosso país num cruzeiro é apenas uma das opções que vai encontrar no Douro. Desportos náuticos, passeios pelos montes e vales e rotas pelo património monumental são outras actividades que se podem fazer numa região que cativa cada vez mais turistas.
O Douro brinda os visitantes com “um outro Portugal”, pois mesmo não tendo os típicos atractivos de praia ou de golfe consegue cativar pela sua paisagem natural, pelas unidades hoteleiras de luxo e pelas actividades que aí se podem praticar. Falamos obviamente dos cruzeiros, da possibilidade de participar nas vindimas ou das visitas a adegas – que dificilmente encontram rival igual em outra zona do país. Nos últimos meses os números registados não deixaram dúvidas: o Douro está a ser cada vez mais procurado e é já uma das regiões mais apetecíveis no nosso território. Nos meses de Maio e Junho, as taxas de ocupação hoteleira situaram- se entre os 40% nos dias úteis e os 60% nos fins- -de-semana, valores que colocam o Douro atrás de destinos de férias consolidados como o Algarve e a Madeira. Mas os responsáveis pela promoção desta região querem mais e, entre os dias 10 e 13 de Setembro, o Vale do Douro recebe a primeira edição do Douro Film Harvest, um festival internacional de cinema. Segundo o presidente do Turismo do Douro, António Martinho, este evento não só coloca a zona no mapa dos acontecimentos de cinema a nível mundial, como a projecta “como palco ideal para a realização de filmes”.
Natureza e desporto
Composta por 19 concelhos, a região do Douro é o cenário perfeito para os apaixonados pela natureza no seu estado mais puro, que gostam de se aventurar em busca de recantos originais, seja para passear, fazer longas caminhadas, andar de bicicleta ou, inclusivamente, praticar desportos radicais como o rappel ou a escalada. No rio, as hipóteses também são as mais diversificadas, e se os menos aventureiros preferem passear de barco enquanto saboreiam uma refeição ou fazem uma prova de vinhos, os amantes das modalidades náuticas encontram aqui uma oportunidade para realizar regatas, fazer canoagem ou rafting. No entanto, dadas as condições climatéricas, aconselha-se que a prática destes desportos seja feita preferencialmente na Primavera e no Verão, uma vez que nos meses mais frios e chuvosos é impossível retirar o mesmo prazer destas actividades.
Classificado como Património da Humanidade pela UNESCO desde 2001, o Alto Douro Vinhateiro é a mais antiga região vinícola demarcada do mundo, decretada pelo Marquês de Pombal em 1756. Singular por se implementar em solo xistoso, a área de vinha atinge 48 mil hectares e configura uma das paisagens mais marcantes do país, em que não faltam os montes e vales com uma densa vegetação atravessada por caminhos sinuosos. O produto final, o vinho, é por si só um grande cartão-de-visita do Douro, onde se produz aguardentes e espumantes, além dos brancos e dos tintos. Contudo, o seu grande ícone continua a ser o Vinho do Porto, que é transportado desde o século XVI em barcos rabelos até ao Porto. Para dar resposta aos turistas apaixonados pela temática do vinho, surgiu há cerca de oito anos o programa Aldeias Vinhateiras do Douro, que abre a possibilidade de uma visita alargada a Barcos, Favaios, Provesende, Ucanha, Salzedas e Trevões – seis localidades carismáticas também no que se refere à arquitectura dos seus solares e praças centrais.