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Roteiro - Maldivas

Mergulhos inesquecíveis
Um paraíso para os mergulhadores, para os entusiastas dos desportos aquáticos e para os amantes do sol. Assim são as Maldivas, um dos cenários naturais mais bem preservados em todo o mundo. Uma vez escolhido o destino para umas férias à beira (ou no) mar, resta acomodar-se num resort e desfrutar. Prepare-se: não se registam casos de vontade de regressar ao trabalho…

Ideais para serem visitadas ao longo de todo o ano, uma vez que o clima beneficia de pequenas oscilações de temperatura, as Maldivas são um dos destinos mais mágicos do globo, graças às suas praias de areia muito fina e branca, ao seu límpido mar azul-turquesa com águas bem quentes (chegam a atingir os 30ºC) e aos excelentes resorts. Em pleno oceano Índico, a cerca de 800 quilómetros da Índia e do Sri Lanka, o arquipélago é composto por aproximadamente 1200 ilhas, agrupadas em 26 atóis, sendo que apenas pouco mais de 200 são habitadas. Verdadeiras maravilhas do planeta Terra, todas as ilhas têm em comum uma enorme beleza natural, que felizmente foi pouco modificada pela mão do homem. As que são habitadas possuem uma vigorante vegetação tropical, constituída por diversos arbustos, palmeiras e coqueiros que convivem harmoniosamente com as unidades hoteleiras aí existentes e cuja arquitectura assenta em bungalows. A rodear cada um desses hotéis existe sempre um recife que circunda uma lagoa com pouca profundidade, característica que permite que os turistas possam se afastar de terra com toda a tranquilidade. Eleitas por quem procura umas férias plenas de praia, sossego e num cenário fantástico, as ilhas oferecem igualmente inúmeras actividades, sobretudo desportivas, que podem ajudar a animar a estadia neste paraíso. E como se não bastasse, as unidades hoteleiras alargam o leque de atracções, colocando à disposição dos hóspedes ginásios, piscinas, restaurantes, bares e spas. Gastronomicamente, a oferta revela influências de diferentes culturas, como a indiana, a ocidental e a oriental, sendo muito frequente o recurso a produtos biológicos cultivados em pequenas hortas.

Colónia portuguesa

Independentemente da ilha a que se dirigem os turistas, a chegada às Maldivas faz-se quase sempre em Malé, uma das mais pequenas capitais do mundo. Erguida a cerca de 90 centímetros acima do nível do mar, Malé é o oposto das restantes ilhas que compõem o arquipélago e nela vivem perto de 75 mil habitantes, ou seja, mais ou menos um terço da população total. À semelhança de qualquer metrópole, mesmo que em ponto pequeno, a imagem desta cidade é marcada por rodovias, estabelecimentos comerciais e complexos habitacionais.
Reza a história que os primeiros habitantes que povoaram o arquipélago chegaram do antigo Ceilão, hoje denominado Sri Lanka, e da região Sul da Índia. Existe uma lenda segundo a qual o território foi descoberto por um príncipe do Ceilão, de seu nome Koimale, que por mero acaso terá encalhado no local com a sua esposa, filha do rei do Sri Lanka, e passou então a ser o primeiro sultão das Maldivas.
Ao longo dos séculos, as ilhas foram visitadas por marinheiros e piratas de múltiplas zonas do globo. Como não poderia deixar de ser, os portugueses também deixaram a sua marca, tendo estabelecido uma pequena feitoria entre 1558 e 1573, a qual era administrada a partir da colónia de Goa. Contudo, os ousados lusos acabaram por ser expulsos pelo líder local Muhammad Thakurufaanu Al-Azam e pelo seu irmão, e esta conquista é celebrada como o Dia Nacional das Maldivas num pequeno museu e memorial.


 
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