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Automóvel - Topos de gama

Luxo em ponto grande
As grandes berlinas de luxo não são apenas automóveis maiores e mais caros. São exemplares no conforto, exibem uma qualidade de construção ímpar e colocam imensa tecnologia ao serviço do condutor, optimizando a segurança e o prazer de conduzir. Mas entre Audi, BMW e Mercedes, qual o melhor?

Com mais de cinco metros de comprimento e quase dois de largura, os topos de gama dos diferentes construtores representam o que de melhor a dinâmica indústria automóvel tem para oferecer. Soluções para ganhar peso são uma constante, para dar forma a veículos maiores e mais sólidos, mas ainda assim mais ligeiros para melhorar o comportamento, os consumos e as emissões nocivas. Apesar de muitas vezes o proprietário se sentar atrás e ceder o posto de condução ao chauffeur, os níveis de equipamento não param de aumentar, uns visando o conforto e o entretenimento, outros optimizando o nível de segurança e evitando acidentes. Assim, é vulgar a inclusão de sistemas destinados a controlar a fadiga do condutor e a evitar que adormeça, incrementar a visão nocturna, monitorizar a distância ao carro da frente, travando para evitar o embate se o condutor não estiver atento, isto para além de uma série interminável de mordomias, que vão dos assentos com ventilação e massagens, à possibilidade de aceder à Internet e às emissões de televisão em andamento. As berlinas de luxo representam o que de melhor existe no mercado, contudo, nem todas proporcionam o mesmo e as diferenças entre o Audi A8, o BMW Série 7 e o Mercedes Classe S são importantes e convém distingui-los antes de comprar.

Tecnologia sobre rodas
O A8 é o porta-estandarte da Audi e foi desenhado para ser elegante, com personalidade para se distinguir da concorrência e envelhecer sem perder atractivos, mas igualmente com a necessidade de se assumir como um veículo discreto. Os seus principais argumentos estão escondidos sob a carroçaria, construída em alumínio. O chassis, que recorre ao mesmo material e que permite ganhar umas centenas de quilos, é feito em perfis extrudidos que dão forma aos pilares e longarinas, em vez da tradicional solução que consiste na moldagem das diferentes peças a partir de chapas de aço. Com umas dimensões similares aos concorrentes, na versão de seis cilindros e apenas com tracção à frente, o A8 usufrui de uma vantagem de 200 kg face ao BMW, o mais pesado dos três e, até mesmo na versão com motor V8, o Audi continua a ser o mais leve, apesar de incluir a transmissão integral e o peso adicional de diferenciais, semieixos e veios de transmissão. Esta ligeireza permite facultar uma versão com motor 2.8 V6 FSI com injecção directa de gasolina por apenas 85 mil euros, mas capaz de atingir 238 km/h, os 100 km/h em apenas 8,0 segundos e um consumo médio de 8,3 l/100km. As quatro rodas motrizes do sistema Quattro são uma vantagem em más condições de aderência, com o A8 a revelar uma agilidade surpreendente e com a capacidade de atrair os amantes das super berlinas com a motorização 6.0 W12 de 450 cv, cujos 12 cilindros lhe permitem uma sonoridade e uma suavidade ímpares e com o S8, igualmente com 450 cv, mas uma vocação mais desportiva.

 
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