O novo Panamera deve a sua denominação à Carrera Panamericana, uma prova de estrada disputada entre 1950 e 1955 no México |
Emoções para a família
Nada melhor do que um Porsche para fazer crescer água na boca a quem gosta realmente de desportivos. Com o Panamera, disponível a partir de Setembro no nosso mercado, estas emoções fortes estão agora ao alcance de toda a família e por valores deveras surpreendentes.
É certo que para muitos, o único Porsche continua a ser o 911, mas a verdade é que os tempos mudam e os hábitos também, bem como as necessidades de uma representativa camada dos tradicionais utilizadores de veículos desportivos. A opção de produzir o Cayenne, longe de ser consensual no arranque, é hoje um sucesso comercial, um pouco à semelhança da adopção dos motores diesel no SUV da casa alemã. Mas a concepção de um Porsche de quatro portas, baixo e ágil, é um caso à parte. Se o Cayenne é fruto da moda dos SUV, a que todos os construtores de uma forma ou de outra aderiram, o Porsche de quatro portas começou por dar os primeiros passos em 1984, quando os técnicos da marca produziram uma versão especial do 928 S, 25 cm mais longa e com quatro portas, para oferecer a Ferry Porsche no seu 75.º aniversário. Curiosamente, foi necessário esperar mais 25 anos para que a “prenda” estivesse disponível para qualquer cliente.
O novo Panamera não é um Cayenne mais baixo nem um 911 alongado, apesar das semelhanças com este que é o desportivo mais reputado da casa serem por demais evidentes. Deve a sua denominação à Carrera Panamericana, uma prova de estrada disputada entre 1950 e 1955 no México, que foi considerada uma das mais difíceis e perigosas da época e de onde a Porsche já retirou a “Carrera” que o 911 ostenta. O modelo apresenta 4,915 metros de comprimento, ou seja, mais 17 cm do que o Cayenne, mas menos 8 cm do que o Maserati Quattroporte, o seu rival directo. Em relação a este desportivo italiano, o Panamera é mais largo (4 cm), mais baixo (2 cm) e, sobretudo, mais leve (200 kg), o que será decisivo no que toca a comportamento e rapidez.
Mas a novidade neste Porsche não é a estética atraente, é sim o habitáculo volumoso. Muito bem construído e com materiais de excelente qualidade, o “Porsche para a família” oferece quatro lugares, com a particularidade dos bancos posteriores serem iguais aos da frente, proporcionando o mesmo conforto, regulações e apoio lateral. E atrás deste habitáculo, o modelo disponibiliza uma mala com 445 litros, capaz de crescer até aos 1263 litros com o rebatimento do assento traseiro.