Junho
2007




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Automóvel - Novidades
Toyota Corolla Sedan
tradição em 4 portas
O modelo com a denominação mais forte da Toyota, o Corolla, não foi integralmente substituído pelo novo Auris. A versão Sedan de quatro portas dá continuidade ao modelo mais fabricado no mundo.

O gigante japonês, que hoje é líder mundial na produção de automóveis, com fábricas espalhadas por todo o mundo, sobretudo no Japão, Europa e EUA, tem vindo a modernizar a sua gama em matéria de design, apesar de ter sido a aposta nas linhas clássicas e na robustez que lhe granjeou a reputação de que goza e o invejável volume de vendas que exibe. Depois de o pequeno citadino Yaris ter surgido com formas mais ousadas, é altura de o Corolla seguir a mesma direcção e, para reforçar ainda mais a mudança, a Toyota, inclusivamente, substituiu a denominação das versões de três e cinco portas por Auris. Para a mítica denominação Corolla, que conta com 40 anos de história, resta apenas a versão de quatro portas e três volumes, ou seja, a mais tradicional, mas também a que menos representa em termos de vendas entre nós. A décima geração do Corolla assume-se como uma berlina de linhas bastante clássicas, nada tendo em comum com as formas mais arredondadas e modernas do Auris, apesar de partilharem a nova plataforma da Toyota para este segmento.

Renault Clio Rip Curl TCE 100 cv

Miniconsumo e maxipotência
A versão Rip Curl do Clio vale, acima de tudo, pelo novo motor da marca francesa. Trata-se do 1.2 a gasolina sobrealimentado, com 100 cv e capaz de grandes acelerações e pequenos consumos. Promete ser um sucesso.

Conceber um veículo que seja simultaneamente veloz e económico é uma tarefa que parece impossível, mas o recurso às novas tecnologias tem vindo a provar que afinal pode ser viável. Vem isto a propósito do novo motor 1.2 da Renault, a gasolina e alimentado por um turbocompressor de pequenas dimensões (0,8 bar), que lhe permite ter a potência de um motor 1.4, o binário de um 1.6 e o consumo de pequeno 1.2. O novo motor francês anuncia 100 cv, apesar de dispor de mais cinco cavalos durante 60 segundos, devido à função overboost, valor reforçado pelo agradável binário de 145 Nm logo às 3000 rpm, o que explica a facilidade em atingir 184 km/h e um consumo médio de apenas 5,9 l/100 km, emitindo 139 g de CO2. Daqui advêm óbvias vantagens para o ambiente e acima de tudo para o cliente, pela redução de impostos ao nível das emissões poluentes. Juntamente com o novo motor 1.2 de 100 cv, a Renault apresentou o seu compromisso ECO2, um misto de ecologia e economia, com a marca gaulesa a anunciar que se em 2006 produziu 294 mil automóveis a emitir menos de 120 g de CO2 e 785 mil com menos de 140 g, tem como objectivo para 2009 elevar esses valores de produção para 333 mil e 1 milhão, respectivamente.

Michelin - Pressão dá segurança
O maior construtor do mundo de pneus afirma que 40% dos condutores usam pressões incorrectas nos seus automóveis, e isso implica maior desgaste, maior consumo e menor segurança.

A campanha para verificar gratuitamente a pressão dos pneus, recentemente lançada pela Michelin, vem colocar o dedo na ferida, relembrando que o único contacto dos veículos com o solo é desleixado por 40% dos condutores. Apesar de existirem países em que estes prestam ainda menos atenção à pressão dos pneus do que os portugueses, a Michelin desafiou, nos últimos tempos, os condutores nacionais a visitarem os seus postos de venda, para aí verificarem gratuitamente o bom estado dos pneus. Todas as informações podem ser encontradas no site www.pressaocorrecta.com, mas a marca francesa relembra que basta 20% a menos de pressão (cerca de 0,4 bar), para que o pneu tenha menos 20% de vida útil.

Ford Mondeo - Revisto e ampliado
A Ford aposta forte no novo Mondeo. O topo de gama da marca surge maior por dentro e por fora, com motores mais adaptados ao nosso mercado e preços mais competitivos.

A Ford, um dos maiores construtores do mundo, que financeiramente atravessa um período menos bom, vai iniciar a 15 de Junho a comercialização do novo Mondeo, a mais refinada berlina familiar da marca. Comparado com a antiga geração, o novo Mondeo cresceu e fê-lo generosamente. Considerando a versão de quatro portas, o comprimento aumentou 11 cm, enquanto a largura e a altura surgem 7 cm mais elevadas, o que torna este modelo no maior da classe. Obviamente, isto pode fazer maravilhas para quem pretenda um automóvel muito grande por um valor acessível, mas corre o risco de afastar os clientes que pretendam um veículo que lide na perfeição com o complicado trânsito citadino, situação que dificilmente se adapta a um modelo com 4,84 metros de comprimento, ao nível do Audi A6 e Mercedes Classe E, que obviamente pertencem ao segmento superior.
 
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